ARKIS

ARKIS: Vanguarda - Temporada 02 Episódio 08(16)

Mundo Diferente: "Casa"

Vanguarda

Registros da Resistência
Sir Taylor Hampshire

23 de março de 2036

Em toda a história de nossa guerra contra os umbrelanos vi coisas supreendentes, inexplicáveis e aterrorizantes. Após tantos anos sob o comando do Rabino, achei que já havia visto tudo, contudo o dia de hoje mostrou o quanto eu estava errado.
A manhã começou com uma convocação do Rabino. Responderam a ela eu, meu colega extemporâneo Myiamoto Musashi (que acordou irritado por ser tirado cedo de seu leito com a bela Ayumi), os soldados bioroids Toro Rodriguez (especialista em artilharia), Átila Deathstrike (especialista em combate corpo a corpo) e Dion Le Banc (especialista médico), que saiu da enfermaria onde desde sempre ele cuidava da comatosa Thiara, e o fugitivo Alek Stryker, que apareceu com sua filhinha Sarah agarrada em suas pernas.
Rabino explicou que havia dois resgates a serem feitos nas ruínas de Nova Iorque. O primeiro tratava-se da biocientista fugitiva Ulana. Ela havia entrado mais profundo no território dominado pelos umbrelanos em uma pesquisa muito importante, segundo o Rabino, e que já havia passado muito tempo de seu retorno previsto. Segundo ele, essa pesquisa poderia ser um diferencial em lutas futuras. Já o outro resgate tratava-se da resgatista fugitiva Lucky Wei e da soldado de elite Lisa. Rabino disse que Lucky havia percebido a presença de um sobrevivente na última ronda pela cidade e que seu instinto dizia que era possível trazê-lo para o esconderijo. Rabino concordou com a missão, enviando Lisa, que havia sido treinada por Toro, como escolta, mas elas também já haviam demorado demais.
Fomos divididos em 2 grupos. Dion lideraria Alek e Átila ficariam responsáveis por resgatar Lisa, Lucky e quem quer que Lucky viu na cidade. Toro lideraria a mim e Musashi no resgate a Ulana.
Nosso líder chamou então nosso grande trunfo e pé-de-coelho, o mago Zarus (que Rabino só chamava de Robert) para nos ajudar com encantamentos. Zarus encantou umas granadas de luz para que fossem mais efetivas e se dispôs a acompanhar o grupo de Dion. Rabino contestou devido a Zarus manter o feitiço de ocultamento em nossa base, mas o mago garantiu que seria capaz de mantê-lo a essa distância. Devidamente (como sempre, dentro do possível) aparamentados, nós seguimos para nossas missões.
Em meu grupo, segui na frente, como sempre, a fim de fazer um reconhecimento e preparar emboscadas. Vimos então um pequeno grupo de sombras arrastando escravos acorrentados. Não eram nossa missão, mas não havia nenhum Sonâmbulo ou Pesadelo a vista, então vimos uma oportunidade de aumentar nossos números.
Musashi chamou a atenção deles enquanto Toro lançou algumas das granadas de luz. Alguma coisa que Zarus fez não deu muito certo e a potência do clarão foi forte de mais e, ao invés de atordoar as Sombras, as arrancou de seus hospedeiros e as forçou a tentar possuir Musashi que avançava para enfrantá-las de olhos fechados (para evitar ofuscamento). Musashi lutou bravamente para não ser dominado e caiu exausto quando finalmente as Sombras se desvaneceram. Quando observamos, os escravos já estavam soltos, pois um deles era o garoto fugitivo Kurtz, que já havia arrobamdo as fechaduras das correntes que os prendiam.
Vi que Toro e Musashi perderam vários minutos dissuadindo Kurtz de nos acompanhar, o garoto poderia ser habilidoso e valente, mas ainda era um garoto. Convenceram ele a levar os outros escravos de volta para a base num carro abandonado que ele arrombou.
Do alto, vi a primeira surpresa do dia. Estávamos perto do Central Park e havia uma enorme torre, como um obelisco de destroços e cristais, sendo erguido por vários escravos. Haviam centenas de Sombras forçando os escravos e vi que supervisionando tudo estavam o Pesadelo Nagai e seu Sonâmbulo, Gene. Desci e informei a Toro, que decidiu apressar o passo e cumprir a missão o quanto antes. Também informei que havia sinal de presença de pessoas em dois lugares.
Logo no primeiro encontramos outra fugitiva que logo reconheci. Era Nadia, mãe de Kurtz, que havia abandonado a base ao perceber que seu filho audacioso havia sumido de novo. Ela chorava em prantos por não encontrar ele, que era tudo o que lhe restava e a razão dela estar ali. Confortamos ela dizendo que haviamos encontrado e resgatado Kurtz e que ele estava a caminho da base daquele momento. Musashi se comoveu pela preocupação dela e prometeu treinar o garoto que vivia se arriscando nas ruínas infestadas pelos umbrelanos.
Fomos ao segundo local e, após desviar de um disparo de escopeta, encontramos Ulana arfando com a arma na mão, um rosto pálido assustando e seu inseparável macaco de estimação. Musashi ficou subitamente confuso, encarando fixamente o macaco que se aproximava dele. O macaco então tocou sua testa e Musashi saltou para trás, assombrado. Ele falava sem seu sotaque japonês, sem sequer qualquer formalidade que lhe era usual e chamou o macaco de Mac, perguntando a ele o que havia acontecido.
Antes que pudessemos esclarecer tudo, vimos uma van se aproximando e freiando bruscamente. Era Kurtz, que havia voltado após deixar os escravos na base para avisar sobre algo que vira no caminho. O grupo de Dion estava enfrentando a Pesadelo Katrya. Entramos todos no carro, com Nadia gritando com o filho e Musashi mais uma vez olhou para o macaco e voltou a encarar Kurtz, o chamando de Jazz.
Chegamos num prédio de estacionamento onde a luta ocorria. Lucky e Lisa haviam resgatando um idoso com o corpo quase todo substituído por próteses cibernética, que estavam todas desativadas devido a interferência típica que os umbrelanos causavam em equipamentos eletrônicos e eletrícos. Átila havia entrado no prédio para auxiliá-las segurando Katrya enquanto elas manobravam em um jipe. Do lado de fora, Zarus e Dion lutavam contra Ilyasah, a Sonambula de Katrya. Alek disparava contra Katrya de outro prédio para tentar retardá-la.
Logo que chegamos, vimos que Zarus usou sua magia para cegar e atordoar a Sonambula, que embora tenha conseguido dilacerar as costas do mago com seus chicotes farpados vivos, virou alvo fácil para Dion, que disparou contra ela até estourá-lhe a cabeça.
Com a morte de sua Sonambula, Katrya urrou com seu grito sônico, ferindo todos nós com as vibrações letais. Ela visivelmente começou a enfraquecer e começou a fugir, Átila ainda tentou empalá-la com sua katana. fosse uma espada encantada, talvez até tivesse matado o Pesadelo debilitado, mas era uma espada comum e mesmo nesse estado os Pesadelos eram imunes a isso. Katrya conseguiu fugir e todos voltamos à base para tratar os ferimentos e entender tudo que havia acontecido.
Na base, todos nos supreendemos quando ouvimos uma voz em nossas mentes. Era o macaco de Ulana, que se entitualva Mac, membro telepata da tripulação da nave espacial Vanguarda, assim como Magni (falou apontando para Musashi), Jazz (para Kurtz), Ressonancia (para Alek), Snickers (para Dion) e Quantum (para o idoso cibernético que havia sido resgatado). Ele também apontou para mim e disse que eu fiz parte dessa tripulação, me chamando de Fog, mas que eu havia morrido recentemente. O macaco tocou a testa de cada um de sua “tripulação” e eles aparentemente passaram a lembrar as coisas que o macaco afirmava e a esquecer da situação em que viviam desde nossa luta contra os umbrelanos. Nada aconteceu comigo, entretanto.
Rabino entendeu a situação e, sob sugestão de Toro, decidiu explicar-lhes a situação atual. Ele explicou que há alguns anos atrás eles a Terra havia adquirido um enorme avanço tecnologico e domínio espacial, com uma frota de naves espaciais muito bem equipada. O Rabino era o comandante de uma nave chamada Nova, que seguia apenas interesses próprios. A Nova era tripulada por um seleto grupo de humanos e uma tropa de bioroids, soldados biológicos artificialmente criados para desempenhar funções específicas.
Um dia eles detectaram uma cápsula de fuga saltando do hiperespaço para próximo a Terra e a resgataram. Nela havia uns 200 humanos que alegavam ter fugido da destruição da Terra nas mãos de uma invasão alienígena chamada de umbrelanos. Quem os liderava era Alek Stryker e eles foram todos chamados de Fugitivos (Kurtz, Nadia, Lucky, Ulana e seu macaco também vieram nessa nave).
Após alguns interrogatórios e investigações perceberam que tratava-se de outra Terra, que numa distância quase inalcansável haveria um sistema solar idêntico à aquele, com um planeta que teve um curso de história bem similar, mas com algumas diferenças. A primeira e mais notável era a diferença da tecnologia. Rabino comentou que claramente a tecnologia da Nova era muito mais avançada que a descrita pelos Fugitivos em sua Terra. Curiosamente até alguns dos Fugitivos tinham contrapartes similares nesta Terra, mas que tomaram rumos de vida diferentes.
Ao ver isso, o idoso cibernético Quantum ficou maravilhado e estarrecido. Ele não parava de conjecturar a existência de infinitas Terras num mesmo universo, pois embora improvável, não era impossivel. Rabino seguiu dizendo que os Fugitivos explicaram que as melhores mentes de seu mundo desenvolveram aquela cápsula com uma sistema de viagem espacial experimental e enviaram aquelas pessoas para coordenadas aleatórias, o mais distante possível dos umbrelanos que já haviam condenado a Terra deles.
Antes que a Nova pudesse compreender melhor os umbrelanos, um feixe de energia caiu sobre a Terra e instantaneamente todos os sistemas elétricos e eletrônicos da região do impacto foram desativados. A criatura auto-entitulada de Umbra, que mais parecia uma esfera de sombras, havia invadido esta Terra. aparentemente qualquer eletrônico a centenas de quilometros dela perdiam sua operacionalidade. As forças da Terra lutaram com o que podiam, até armas atômicas foram usadas, mas ele aparentava englobar a energia, contê-la e absorvê-la.
Umbra então começou a lançar uma horda de Sombras que se alastrou pelo globo em horas, e cada Sombra tinha a mesma capacidade dela de anular equipamentos pela mera presença (embora a um raio de ação claramente menor). A Terra ficou praticamente indefesa. Então surgiram os Pesadelos, seres incrivelmente poderosos que se ligavam a pessoas, chamadas de Sonambulos. Nossa frota e tecnologia, nossa civilização foi destruída em menos de um ano.
Uma empresa tentou uma alternativa arriscada, pois há tempos ela vinha pesquisando viagem no tempo, um projeto no qual Ayumi fazia parte. Eles já haviam retirado uma série de figuras históricas importantes do passado, substituindo-as por clones em momentos próximo de sua morte, e os recondicionado com treinamento em realidade virtual e tratamento transgenético para serem uma força mercenária concorrente à Nova. Eram os extemporâneos, dos quais eu e Musashi fazíamos parte. Infelizmente isso novamente não deu certo. A tropa extemporânea, composta por Musashi, Leônidas e seus 300 espartanos e outros tantos, foram rechaçados pelos Pesadelos e Sombras. Apenas Musashi sobreviveu, e eu, como me encarreguei de missões de reconhecimento e espionagem, evitei o conflito direto.
Só sobrevivemos mais tempo graças a aparição do feiticeiro Zarus, um homem que alegava vir de uma dimensão paralela, e de já ter passado por várias, e ter ficado preso nessa. Zarus possuía capacidades sobre-humanas reais, que ele chamava de magia. Graças a ele e sua jóia mágica, que ele chama de Olho de Erlyk, podemos encantar nossas armas e até mesmo ocultar nossa base dos farejadores umbrelanos.
Essa era a Resistência, liderada pelo Rabino, composta por menos de mil humanos, três bioroids, dois extemporâneos, um punhado de fugitivos da outra Terra e um mago de outra dimensão. Não sabíamos se haviam outros grupos, mas não coneguíamos mobilidade para averiguar. Para nós, éramos o último bastiã da humanidade na Terra (nesta, pelo menos).
Claramente o tal Magni, que parecia ter possuído Musashi, não gostou muito do Rabino. Nosso chefe as vezes provoca essa reação nas pessoas pela sua frieza. Ele dizia que a prioridade agora era encontrar a Vanguarda, que com esta nave eles poderiam resolver esse problema dos umbrelanos. Rabino afirmou que nunca houve uma nave como a que eles descreviam e mesmo se houvesse, ela seria inútil contra os umbrelanos, uqe anulavam equipamentos tecnológicos avançados. Magni insistiu, dizendo que a Vanguarda era uma nave diferente de tudo que ele conhecia e não podia ser subestimada. Dion (ou Snickers, como ele respondia agora) reforçou e concordou com o colega tripulante.
Toro então reportou sobre a torre que estava sendo construída por Nagai e Katrya no Central Park. Rabino ficou visivelmente preocupado. Ele disse que havia ouvido relatos do que era aquilo dos fugitivos logo quando chegaram. Era uma Ponte Planetária, uma espécie de antena que permitia enviar ou receber umbrelanos entre planetas. fora dessa forma que eles chegaram nesta Terra. Ele diz que esse era um momento crítico e que a destruição destra torre era prioridade em relação a tudo, inclusive a busca da tal nave Vanguarda.
Magni aceitou relutante e contrariado, mas Quantum disse que se a Ponte era uma torre de transmissão, poderia usá-la para tentar localizar a Vanguarda. Rabino disse que como missão secundária, o grupo deveria recuperar Gene, que era o Sonambulo que alimentava Nagai. Para tal, o ideal era que Zarus estivesse na missão, para ajudar com feitiços, mas as saídas de Zarus eram limitadas devido a essencialidade do feitiço de ocultamento que ele fazia. Mac, o macaco, disse que percebia que os umbrelanos eram criaturas psiquicas e que poderia substituir Zarus na tarefa de ocultar a base (além de querer distância da luta). Zarus confirma e ao fazer um pequeno feitiço ele afirma que além dele, apenas Quantum era de outra dimensão. Todos os demais eram daquela realidade.
Rabino fica satisfeito e dispensa todos para se prepararem, orientando Lucky a buscar a melhor rota ed invasão e Toro para armar-se adequadamente. Ele requisita a permanencia de Snickers e Mac. Após conversar algo com eles, vi que ambos saíram (curiosamente, Snickers seguiu o velho hábito de Dion de averiguar e cuidar de Thiara) e Rabino me convocou e também Átila e Alek (que chamavam de Ressonância). Havia uma missão especial e secreta para nós.

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